Quando você escolhe e é escolhido por um clube deve entender que assume, a partir daquele ponto, tudo o que é bom e tudo que é ruim que acompanha as cores que passará a ostentar e defender.
Os estatutos e regulamentos de qualquer clube sério estabelecem as suas regras e os procedimentos para imposição de tais regras perante os membros, sendo iguais para todos e com absolutamente ninguém acima delas.
Por mais importante que alguém seja para um clube, por mais que trabalhe, se esforce e se destaque, este não está acima das regras as quais aceitou de bom grado seguir.
Um dos maiores atos de traição de um membro, desta feita, é agir contra aquilo que foi votado e decidido por todos os votantes, devendo o voto vencido entender que o bem do clube reside no cumprimento de tais decisões, por mais que este discorde.
Tal respeito é fundamental à manutenção da coerência e da unidade do clube. Sem isso, o brasão deixa de ter peso e respeito por parte de seus membros.
A aplicação das regras se sobrepõe ao ego, à sensação de merecimento de regalias, de estar acima das regras. E digo: “um clube que concede regalias perde a moral de impor suas regras aos membros.”
Porque seria dado tratamento diferente a um membro em detrimento dos demais? Por que ele merece? Pelo cargo que ocupa? Por aquilo que faz? Isso não importa. Afinal, o exemplo vem de cima, daqueles que “mais merecem” por assim dizer.
Clubes têm regras e regras devem ser aplicadas de forma isenta, observando o caso concreto.
Apesar de tudo a aplicação de regras e estatutos deve observar também o caráter humano, não daqueles que merecem um tratamento especial, mas daqueles que em determinado ponto precisam de tal tratamento e principalmente daquele que reconhece sua falha e se mostra disposto a aprender com ela.
Erros sempre ocorrerão e ninguém está isento de errar ou de alguma forma ser repreendido e responsabilizado e se você não está preparado pra assumir suas responsabilidades talvez seu lugar não seja um clube sério.
A caminhada nunca acaba para aqueles que estão dispostos a aprender e a crescer.
sexta-feira, 11 de julho de 2025
Regras são regras
quarta-feira, 4 de junho de 2025
10 anos...
Chegando aos 10 anos do Skull Rocker's Motorcycle Club, penso em tudo o que vivemos. Penso nas pessoas que, ao longo dos anos, se agregaram ao clube e naquelas que nos deixaram, de uma forma ou de outra.
Sei que falo muito sobre a responsabilidade de carregar as cores de um clube que se propõe a fazer um trabalho sério — e isso não é à toa. A responsabilidade é real. Suas ações, palavras e gestos podem — e irão — refletir não só na sua caminhada, mas também na caminhada dos demais membros, onde quer que estejam. E isso, sim, é uma grande responsabilidade.
Posso dizer que mudei bastante ao longo desses 10 anos, assim como o clube também mudou. Várias das minhas ações, hoje, seriam diferentes. Outras, não... A maturidade muda a gente, mas a essência deve ser sempre preservada.
Lembro daqueles com quem sentei para ouvir histórias, antes mesmo do SKROMC ser iniciado, e de como as palavras ditas há quase duas décadas refletem no que somos hoje, enquanto clube. Tenho muito orgulho do que construímos e sei que o futuro será de grandes batalhas — e de grandes conquistas.
Hoje, sou eu quem senta com os mais novos para contar histórias daquilo que vivi e do que aprendi ao longo da minha jornada. Sei que, muitas vezes, quebro algumas expectativas, arruíno ideais românticos de uma irmandade motociclística pura e bela. Mas entendo que essa, hoje, é a minha função. Eu mesmo já fui aquele que corrigia os outros: “Não é motoqueiro! Somos motociclistas!” (Tudo bobagem...).
Imaginava, ainda jovem, que tudo era irmandade — até o momento em que não foi mais. Isso me fez desistir? Não! Eu segui, e aprendi que a irmandade se constrói com aqueles que estão dispostos a isso. Algo que me fez valorizar ainda mais as cores que ostento — e aqueles que as dividem comigo. As mesmas cores que, numa madrugada de julho de 2015, surgiram como revolta, como afronta, em vermelho, preto e branco.
Em todos esses anos da minha caminhada, a melhor escolha que fiz, enquanto motoqueiro (sim, eu sou motoqueiro), foi a fundação do Skull Rocker's. E sei que a maior parte das pessoas não entende o quanto este clube está entranhado na minha existência. Às vezes, é difícil explicar — ou mesmo racionalizar — até que ponto isso vai.
No entanto, nada é eterno. E eu, muito menos. Minha missão agora é preparar as novas lideranças que virão, para que o clube continue crescendo com ética, orgulho e força para enfrentar os desafios futuros. E nada poderia me honrar mais do que exercer essa função.
Que venham mais incontáveis anos para aqueles que são — e sempre serão — resistência.
segunda-feira, 26 de maio de 2025
sábado, 24 de maio de 2025
Skull Rocker's Festival 2025 - 10 anos do Charter Vale das Espinharas / Original