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sexta-feira, 1 de julho de 2016

O Vietnam e os “Bebês Assassinos”: A explosão dos Outlaws Motorcycle Clubs

Entre 1948 e princípios dos Anos 60 os clubes de motociclistas (não aliados a AMA) se espalharam para fora da Califórnia estabelecendo um novo capítulo na história do motociclismo nos Estados Unidos. 


Outlaws Motorcycle Clubs tais como os Sons of Silence Motorcycle Club, surgiram no meio oeste, os Bandidos Motorcycle Club, no Texas; os Pagans Motorcycle Club, na Pennsylvania; entre outros. 

Durante este período, vários membros do Pissed Off Bastards of Bloomington saíram do seu clube e formaram a primeira versão dos Hells Angels Motorcycle Club (HAMC). No mesmo período, os Boozefighters, um dos Outlaws Motorcycle Clubs originais, iniciou o declínio no número de membros.

O conflito do Vietnam (1958-1975) pode ser visto como um dos fatos mais recentes que contribuíram para o aumento dos Outlaws Motorcycle Clubs. Se o retorno dos veteranos da 2ª guerra foi um fator que auxiliou na formação desses motoclubes, o conflito do Vietnam foi à pólvora que faltava para explodirem.


Veteranos desse conflito eram humilhados pela população em geral. Chegaram a ser rotulados de “bebês assassinos”. Alguns receberam cusparadas e xingamentos nos aeroportos e, muitas vezes, foram recusados em bons empregos, isso após “terem cumprido com o seu dever” para com o país.


No meio dessa confusão os motoclubes 1% têm muitas adesões e novos clubes são fundados. Eles emergem em uma escala nacional tendo como suporte o surgimento dos Outlaw Motorcycle Clubs. 

Para concretizar este nascimento, os clubes dominantes da época foram além. Observando a declaração atribuída a AMA (de que os arruaceiros eram apenas 1%), buscaram para si a responsabilidade de fazer parte daquele 1% que foi apontado em Hollister.


Assim, criaram a organização sem regras explícitas, não alinhada a AMA, ou seja, assumidamente Outlaw Motorcycle Club e passaram a se identificar por meio de um emblema em forma de diamante com a inscrição 1%. Concordaram também em estabelecer limites geográficos ao qual cada MC teria domínio.


Um ponto significativo na evolução dos motoclubes 1% se evidenciou no verão de 1964 na Califórnia. Nesta época, dois membros do Oakland Hells Angels Motorcycle Club foram presos e acusados de terem estuprado duas mulheres em Monterey, no entanto, pouco tempo depois foram liberados, devido a insuficiência de provas. Esse episódio foi à desculpa que faltava para que o governo do estado da Califórnia voltasse os olhos para os outlaw motorcycle clubs.

Ainda em 1964, o senador Fred Farr exigiu uma investigação imediata sobre os estas organizações, encargo que ficou sob a responsabilidade do general Thomas C. Lynch.

Duas semanas mais tarde iniciaram-se as investigações. No ano seguinte, o General Lynch liberou ao público um relatório que esmiuçava as atividades dos outlaw motorcycle clubs tais como os Hells Angels. 

O relatório de Lynch pode ser considerado como a primeira tentativa de se classificar os clubes de motocicleta como um perigo para a comunidade e para o estado, entretanto, se resumiu em afirmar que essas organizações possivelmente cometiam crimes como sedução de jovens inocentes, estupro e pilhagem em pequenas cidades.

O relatório foi largamente contestado, até mesmo dentro das organizações do estado. A imprensa, no entanto, percebendo que a história dos Outlaw Motorcycle Clubs vendia bem passou a publicar diuturnamente o lado negativo dessa organização. Talvez Andrew Syder seja o que melhor esboçou o efeito do relatório de Lynch. Segundo ele, o relatório moldou o conceito de motoclube na opinião do cidadão americano de forma negativa. Essa afirmação pode ser compreendida quando se observa os noticiários da época e ainda os dos tempos atuais. Nada, ou pouco mudou.

Fonte: http://www.motonauta.com.br/motoclubes-conheca-um-pouco-da-historia/

sábado, 23 de janeiro de 2016

Vamos falar sobre patchs

O patch, inicialmente, é a identificação do Moto Clube ou Grupo, são as cores que ostentamos e que devemos respeitar. 

Aqui temos algumas definições das classificações existentes o que pode ajudar em muito na hora de adequar o patch de seu MC ou MG às tradições do motociclismo ou mesmo para criar um brasão de um novo clube de motociclistas.

PATCH DE UMA PEÇA

Um patch de uma peça tipicamente significa um clube familiar, clube de passeio, grupo de motociclistas aberto, grupo de marca, organização de direitos de ação política / motociclista. Alguns requerem tão somente preencher um requerimento (que é realmente uma liberação de responsabilidade) e enviar um cheque.

Como exemplos temos o Bodes do Asfalto, sendo esta uma organização de motociclistas ligados à Maçonaria, o IFMR, formado por motociclistas membros do Rotary International e o HOG (Harley Owers Group), formado por proprietários de motocicletas Harley-Davidson.





PATCH DE DUAS PEÇAS

Um patch de 2 peças tem muitos significados e variações diferentes, desde que ele seja feito com “respeito” a outros clubes. Um patch de duas peças pode significar um moto clube em transição, aguardando a aprovação do clube dominante(s) para se tornar um patch de três peças. Esses clubes estão por vezes (mas nem sempre) no processo de se tornar um associado ou um clube de apoio. A hierarquia e tradição na comunidade MC são complexas, mas não sem propósito. Eles são importantes para manter a ordem e evitar problemas.

Como vimos em nossas pesquisas, não temos muitos registros de Moto Clubes assim no Brasil, só encontrando clubes nesta linha nos Estados Unidos, pois lá as regras são bem mais rígidas do que aqui.



PATCH DE TRÊS PEÇAS

O patch (escudo) de 3 peças normalmente identifica o clube como um moto clube tradicional (MC). Um patch de três peças significa que o clube não é sancionado por associações motociclisticas, mas não são necessariamente clubes de 1%. Com poucas exceções, o clube foi aprovado por um clube dominante no estado ou região.

O escudo de três peças é concedido em três partes como um sócio potencial ganha o privilégio de usar o patch completo. O “hangaround” é alguém que é elegível para a adesão e foi convidado para participar de eventos e passeios do clube, mas não usa parte do escudo. Se ele é patrocinado por um membro pleno e aprovada pelos membros do clube, ele pode usar o escudo da parte inferior e é considerado um “prospect” ou próspero. Se ele for concluído com êxito o período de treinamento e for aprovado por 100% dos membros, ele é autorizado a ter o escudo completo (full patch). Suas cores são, então, completas e ele é considerado um membro pleno ou “escudo fechado”

A “velha escola”, tradicional, ou MC de três peças é aquele que adere a protocolos estabelecidos, tradições e um código de conduta e as normas internacionais de motoclubes (não escritas, mas de conhecimento comum entre a velha escola) Moto clubes se diferenciam de clubes de passeio, motogrupos ou outros tipos de organizações devido ao tempo tradicionalmente estabelecido de “prospecção” necessária antes que um indivíduo estar autorizado a usar ou “voar” as cores do grupo. A maioria das cores do clube também terá MC impressa de diferentes formas.




Neste padrão de patchs temos o Hells Angels MC, tido como o maior do mundo e no Brasil o maior nesta linha é o Abutre's MC.



ALGUNS PONTOS A SEREM LEMBRADOS

Jamais, sob quaisquer circunstâncias, nunca toque as cores de um membro. Membros têm orgulho extremo em suas cores e com razão. Eles passaram por uma antiga tradição rigorosa e tempo para “ganhar” as suas cores e, portanto, eles tratam as suas cores com o maior respeito e irão proteger e defender as suas cores a todo e qualquer custo.

Nunca pergunte a um membro para emprestar ou vestir o colete com as suas cores dele, pois no mínimo a resposta será uma porrada no meio da cara. A única vez que um não-membro está autorizado a usar as cores do clube (e isso varia de clube para clube) é apenas quando usado por um passageiro do sexo feminino andando com o sócio do clube (para nao “tampar” as cores, mesmo assim é difícil.

Sempre pedir para tirar uma fotografia de um membro do clube e / ou de suas motos. Se a permissão for concedida (e normalmente será, desde que perguntado primeiro e com educação) NUNCA tire uma foto da placa das motos.

No caso de você começar a tirar fotos de um “biker” na estrada, não se ofenda se ele gesticular “foda-se” ou “tnc” com os dedos, pois este é realmente um gesto amigável, comum no mundo do motociclista .

Membros MC compreendem o significado e a importância do respeito. Exigem para si e para seus irmãos do clube. Eles tem este mesmo respeito para com os titulares de fora do seu próprio clube até que seja dada uma razão para fazer o contrário

Independentemente do que você carregue nas suas costas, ou como você adquiriu isso, é de extrema importância para mostrar um grau adequado de respeito àqueles que ganharam suas cores na tradição da velha escola. E acima de tudo: chame de irmão somente àquele que lhe permitiu tal liberdade. O fato de comprar uma moto não lhe fornece uma “família” automática.

Fonte: http://www.rotarockers.com/roll/?p=412

domingo, 6 de dezembro de 2015

Respeito......inversão de valores


Chega a ser cômico essa história de respeito quando a referencia é motoclube. Afinal, o que é respeito? 
Existe e há que existir sempre o respeito, ao clube que de fato se faz presente como um clube de motoqueiros, um clube que tem na estrada sua principal artéria e na gasolina seu perfume predileto. Clubes que tem o sol e a chuva, o calor e o frio, as noites e os dias como cotidiano. Que tem entre seus membros, uma fraternidade real como não vista em nenhum outro tipo de associação. Que tem seu código de conduta, sem alardes publico, mas que são seguidos rigorosamente, não por imposição, mas por satisfação. O clube que conhece a historia, e aplica em seu dia a dia, mantendo em seu interior o que deve ser mantido longe dos olhares curiosos. O clube que não faz de seu brasão, meio de ostentação. O clube onde todos são um e um são todos. Esses clubes são e serão sempre merecedores de respeito como motoclube.
Não podemos confundir, respeito aos membros, sejam de MOTOCLUBES, ou de motoclubes. Os membros, independente da conotação do mc, devem sim serem respeitados, de acordo com seus merecimentos individuais, como toda e qualquer pessoa.
Porem, respeito ao clube, são raros os que merecem, principalmente porque os que merecem, quase sempre são poucos conhecidos, exatamente por não alardearem sua condição. Apenas "são", e o são para eles, muito mais que para quem os verem.
Aí dirão os leitores: "clubes assim não existem". 
Existem sim. Não muitos, mas existem, com certeza. Muitas vezes bem próximos a nós e não sabemos ou percebemos.
Costumamos validar apenas aquilo que vemos, e por essa razão, copiamos sem nos preocuparmos com o que de fato é ou deixa de ser.
Um grupo de 50, 60 ou até 100 motoqueiros, com suas maquinas reluzente, de alta cilindrada, chama atenção pela quantidade, pela beleza, pelo visual, mas é no grupo de 5,6 ou 10, muitas vezes com motos pequenas, nem tão brilhantes, que quase sempre encontramos a qualidade. 
O respeito devido como clube, com certeza deve ser exatamente a qualidade e não a quantidade.
Claro que isso não é uma generalização, mas apenas um exemplo.
Então não existem Motoclubes grandes que mereçam respeito? 
Claro que sim, da mesma forma como existem mcs pequenos, que nem sequer chegam aos pés do que é ser um motoclube.
Há de certa forma uma inversão , que acompanha o processo de inversão de valores que tomou conta da sociedade, onde bom é o que aparece, o que todos vêem, o que ostenta, prova disso é a frase que ja ouvimos dezenas de vezes: "O motoclube X merece respeito, voce viu o evento dos caras". 
Ora, se evento fosse motivo de respeito, salões de festas eram o comércio mais respeitado do país.
O respeito ao MC , deve ser sempre em função do grupo, da postura de cada membro em relação aos seus irmãos de clube, da conduta de cada membro dentro do seu próprio clube, da importância que tem o clube para ele próprio, nunca daquilo que mostra ou que faz para que todos vejam que ele existe.
Óbvio que isso não elimina o valor dos grupos que tem como base atividades filantrópica, religiosas, humanitária, etc... Claro que merecem respeito, como grupo, entidade, associação, mas nunca como Motoclube.
MOTOCLUBE, palavra que com o tempo se tornou popular, passou a ser copiada, difundida, e usada indistintamente, e cada vez mais, se torna desconhecida.

Fonte: http://blackhorsebr.blogspot.com.br/2013/09/motoclubes-respeitoinversao-de-valores.html

domingo, 29 de novembro de 2015

MAS AFINAL: O QUE É UM MOTOCLUBE 1%ER OU OUTLAW?


Alguns MCs são chamados de 1%er (abreviação do inglês de one percenter, daí o 1% + er) ou outlaw bikers. O nome veio de uma das histórias mais manjadas do motociclismo, quando um grupo de motoqueiros fez arruaça em uma cidadezinha e a AMA (American Motorcyclist Association) correu para dizer ao público que 99% dos motociclistas respeitavam a lei. O pessoal da arruaça quis fazer graça com isso e passaram a se autointitular de 1%.

Pretendo explicar, neste post e em outros e que virão, mais sobre esses clubes e sobre sua subcultura, e as regras não escritas de respeito mútuo que existem entre os demais clubes e os 1%ers. Existe muito mito e desinformação, muito achismo, que já terminou até em briga, como foi o caso do cara que teve o seu colete da série Sons of Anarchy arrancado no meio de um encontro, ou do cidadão que se meteu no meio de um trem e foi escorraçado. 

É um grande erro dos iniciantes em duas rodas (e até mesmo de alguns veteranos) de achar que esses clubes não existem mais, que eles são apenas coisa de filme. Na verdade, essa percepção se deve ao fato de que muitos desses MCs são extremamente discretos, e o silêncio é parte fundamental da existência deles. Após anos de perseguições nos EUA, por causa de envolvimento com crimes (supostos ou não), a postura de muitos deles mudou para algo mais low profile, e essa atitude se reflete em seus chapters em outros países, já que muitas forças policiais os qualificam como gangues.

Nos EUA, esses clubes são mais populares, já que as motos (especialmente as Harleys) sempre foram muito acessíveis, o que fez com que nunca faltasse motociclista disposto a ingressar neles. E graças a sua longa história e tradição, todos esses MCs tiveram muito tempo para se aperfeiçoar e angariar membros. Não é difícil cruzar com eles nas estradas americanas, em trens formados por dezenas de motos, chegando as centenas.
No Brasil, o processo desses MCs foi bem diferente. Eles começaram a surgir com força apenas nos anos 70, e o processo de crescimento deles foi muito mais lento, já que o motociclismo no Brasil se dividia entre quem tinha dinheiro e quem era apaixonado o suficiente para se virar de qualquer jeito, muitas vezes chegando a construir motos a partir de sucata. E por serem uma galera mais fechada, e também em menor número, não causavam na população a mesma impressão que os clubes de outros países.
A primeira coisa que você precisa entender sobre os membros desses clubes, é que eles possuem um enorme orgulho de fazer parte deles. É como uma família, um compromisso para a vida. Entrar não é (ou pelo menos não era) nada fácil. Você não bate na porta deles e pede pra fazer parte (apesar de que isso acontece bastante). Não é como muitos motoclubes ou motogrupos onde basta você comprar um patch para costurar na jaqueta e pronto. Para fazer parte de um MC 1%, há um longo processo onde você primeiro precisa ser convidado para andar com os caras (também chamado dehang around, parceiro ou camarada), para só depois de um tempo alguém decidir que você pode passar para o próximo estágio e se tornar um prospect, próspero ou PP.
Em tradição com a origem militar dos primeiros clubes, os prósperos seriam como os recrutas de um exército, sendo treinados e moldados antes de se tornarem um soldado. Eles ganham um colete com apenas uma parte do escudo ou patch do clube nas costas (mais uma vez, isso varia de clube para clube), e precisam ficar a disposição 24 horas por dia, 7 dias por semana, para qualquer coisa que sejam chamados. Geralmente ficam com as tarefas mais toscas e ingratas, como limpar a sede e cuidar das motos dos membros, mas alguns passam por coisas bem piores. A idéia é dar a chance deles provarem que o clube pode confiar neles cegamente, e avaliar se eles se encaixam na cultura do MC. Esse período não tem prazo para acabar, podem ser apenas seis meses, mas também pode levar até dois anos até o grupo decidir que o prospect merece fazer parte do clube. Se aceito, ele vai se tornar um escudo fechado ou full patch.

Fonte: http://olddogcycles.com/2013/09/mas-afinal-o-que-e-um-motoclube-1er-ou-outlaw-parte-1.html

Um pouco mais sobre Hollister e o surgimento dos MCs 1%


A AMA (American Motorcycle Association) foi fundada em 1924 como um braço organizador dos fabricantes de motocicletas e também foi apoiada pelos fabricantes de motocicletas principalmente para promover a motocicleta na América.

Eles sancionaram grupos de pilotos da mesma área, que andavam de moto juntos, como "clubes". Alguns usavam trajes completos combinando com o nome de seu moto clube costurado nas costas de suas camisas e jaquetas.

Em eventos, a AMA deu prêmios para o clube mais bem vestido, de modo que este foi o início de manchas (patchs) de moto clube.

Em 1947, na 4 ª semana de julho, ocorreu o evento de turismo Gypsy AMA na cidade de Hollister, CA, organizado pela Salinas Ramblers MC (AMA clube) e a Hollister Veterans Memorial Park Association.

O calendário de eventos exigia uma subida de montanha no Lavignino Ranch na sexta-feira 4. No sábado 5, de corrida lenta e passeio prancha. Prêmios e troféus foram entregues e naquela noite um jantar com dança ocorreria no Auditório Memorial. (Engraçado como algumas coisas permanecem as mesmas, parece que a maioria dos eventos de motociclismo, não é?) No domingo 6, foi o grande AMA, com pista de corrida plana e uma bolsa de US $ 1.200.

Em algum lugar no bairro de 3.000 a 4.000 motociclistas chegaram para participar deste evento. Isso era muito mais do que qualquer um esperava, incluindo os organizadores do evento. Não o suficiente de tudo existiam regras.


Os acampamentos estavam cheios na quinta-feira, com espaço apenas para que as pessoas apenas jogassem seus sacos de dormir em quaisquer lugares, sempre que podiam, isto incluindo nas calçadas.

O problema começou na noite de sábado, quando o jantar e dança estava cheio. Foi planejada apenas para os membros esperados da AMA clube e não os 3000 extras que apareceram. Eles foram rejeitados na porta com pedidos de "desculpe, você está por sua conta!". Assim, a multidão dirigiu-se para San Benito St. onde todos os bares e restaurantes foram abertos.

OK, eu não me importo quem você é, mas colocar 3.000 pessoas putas juntas, com uma grande quantidade de álcool, não importa o quê, certamente vai ser um problema! E lá estava .... Não é ruim, provavelmente não é pior do que qualquer evento de motociclismo moderno como Bikeweek em Daytona. Foi apenas uma grande surpresa, ninguém estava preparado para isso. Inferno, o meu palpite é que a polícia em Daytona estava dormindo, se tudo o que tinham para lidar com 3000 bêbados eram uns poucos policias? Enfim, a parte muito ruim da confusão foi um cara chamado CI Dourghty Jr. Ele era um repórter do jornal San Francisco Chronicle. Esse cara construiu fotos falsas e bombeou a cada pequeno incidente como sendo dos mais importantes. Ele, juntamente com os policiais responsáveis ​​encenou a imagem falsa do policial com o lançador de gás lacrimogêneo e, claro, a mais famosa de todas as imagens, a do motociclista bêbado em sua motocicleta com garrafas de cerveja ao redor. E, claro, os policiais agitaram-se como salvadores da cidade ... Com Dourghty instando-os dizendo "Tenho certeza".


Na realidade, o que os policiais fizeram foi muito inteligente. Eles invadiram o baile de dança da AMA e pegaram a banda. Arrastou-os para San Benito St. na traseira de um caminhão e os jogou para a multidão. Em seguida, cortaram o fluxo de álcool. By the way, os bares pararam de servir cerveja, dizendo a todos que eles estavam sem, então as coisas ficaram difíceis. Eles estavam realmente sem bebida, ou estavam vendendo o licor mais caro apenas para obter mais lucro? O problema terminou quase que instantaneamente. Ainda assim, tudo bateu no ventilador para a AMA, quando os jornais de todo o país correram as histórias da noite de inferno em Hollister.

As manchetes dos jornais apareceram dizendo que a polícia local estava em grande desvantagem e um tumulto começou quando um grupo de motociclistas tentaram fazer a liberação de um dos seus membros que havia sido preso. Na verdade um membro da Booze Fighters Motorcycle Club. Era uma notícia exagerada e que mais tarde foi transformada em um filme chamado "The Wild Ones", 


Logo após a AMA escreveu um artigo em sua revista, dizendo que "99% de todos os seus membros são cidadãos cumpridores da lei e apenas 1% são" fora da lei"”. Isso, então, começou o que hoje é conhecido como “Outlaw Motorcycle Clubs” e “um por cento”.


Os clubes que não foram sancionados pela AMA e não-membros da AMA foram proibidos de participar de eventos da AMA.

Para designar-se como um clube de fora da lei a todos os outros clubes, o “um por cento” cortou seus patches do clube em três partes distintas. O letreiro no topo era o nome do clube, o centro era o emblema do clube, e o letreiro no fundo era o local a partir de onde vieram. Estes clubes foras da lei criaram seus próprios eventos e festas e fez o oposto do que a AMA estava fazendo. Não havia prêmios de Melhor Vestimenta, eles "cortavam" para baixo suas motocicletas para irem mais rápidas e serem vistos de forma diferente, andavam sem silenciadores, eles iam beber e fazer outras coisas "selvagens". Tal é a história.

O termo "cores" é usado em referência ao patch de uma motocicleta dos clubes. No caso de uma parte 3, um é colocado sobre o topo do gráfico/desenho, grande mancha secundária, e um colocado por debaixo dele. Os "letreiros" são normalmente barras curvas com a barra superior designando o nome do clube e a barra inferior designando a localização do clube. Os dois letreiros são separados no meio, o maior é o patch de tipo gráfico, daí o termo correção de três peças.

Moto clubes são diferentes das organizações de motociclismo, como tradicionalmente tem tempo "prospecção" necessária antes de os membros do clube decidirem se o indivíduo vai ser aceito no grupo e receber permissão para usar ou "voar" com as "cores" do grupo. A maioria dos clubes com "cores" também terá M / C impressa na jaqueta ou um patch separado como um "cubo" com MC sobre ele para apresentá-lo mais como um clube, em vez de uma organização.

Muitas organizações nacionais no início dos anos 1980 fizeram uma tentativa para unir as "jaquetas” com o seu patch para torná-lo uma peça para evitar qualquer designação ou confusão dentro da comunidade motociclismo clube.


HOG (Harley Owners Group) é um exemplo.

A organização interna típica de um moto clube é composto por um presidente, vice-presidente, tesoureiro, secretário, capitão de estrada e sargento-de-armas. Grupos localizados de um único e grande MC são chamados capítulos ou facções, e o primeiro capítulo estabelecido para um MC é referido como o capítulo mãe. O presidente do capítulo mãe serve como o presidente de todo o MC, e define a política do clube em uma variedade de questões.

Fonte: http://origemmotoclube.blogspot.com.br/2013/08/um-pouco-sobre-o-surgimento-dos-mc-nos.html

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